MORRO UM POUCO
Morro um pouco quando o monjolo morre.
Quando a bica d’água some.
Quando a parede da casa desaba.
Quando o moinho em ruínas se acaba.
Quando a porteira balança.
Lembro-me a criança.
Quando a chaminé vomita fumaça.
Eu até acho graça.
É um tempo morto que volta.
A casa antiga da infância.
Que loucura era viver naquela estância!
sonia delsin

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