quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013




MORRO UM POUCO

Morro um pouco quando o monjolo morre.
Quando a bica d’água some.
Quando a parede da casa desaba.
Quando o moinho em ruínas se acaba.
Quando a porteira balança.
Lembro-me a criança.
Quando a chaminé vomita fumaça.
Eu até acho graça.
É um tempo morto que volta.
A casa antiga da infância.
Que loucura era viver naquela estância!

sonia delsin 

Nenhum comentário:

Postar um comentário