quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013




O ÚLTIMO BEIJO

Os dois corpos estavam de tal modo estreitados num abraço que mais parecia um.
Da janela eu via.
Meu coração no peito saltava, pulava.
Sabia que aconteceria um beijo.
E seria o último.
Era um adeus que eu assistia.
Aqueles dois... Ah! Aqueles dois...
Sentia a tristeza por eles.
O calor daquele beijo punha minha alma em fogo.
Os corpos estavam incendiados.
Nestas horas o tempo devia parar.
Imortalizar.
Aquele beijo nunca mais deveria se acabar.
Mas o tempo segue indiferente.
Vi os dois se afastando.
Os corpos se distanciando.
Os dedos não queriam se desgrudar.
Encantada eu não afastava o meu olhar.
A janela da minh’alma consegue tudo captar.

sonia delsin 

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