SOLIDÃO
Quando o vento agita
as cortinas...
Agarro as cobertas.
É tanta solidão.
Me chega a lembrança
de sua mão.
Meu bem, as suas mãos
operavam milagres em meu ser.
Afastavam o sofrer.
Se hoje vivo de
lembranças.
Se morreram todas as
esperanças...
Pensar que tudo se
foi.
Uma a uma as
esperanças me deixaram.
Foram-se como uma
fila indiana em direção a nada.
Vi você se afastando.
Indo, indo.
Partindo.
Me vi tão sozinha.
Numa vida tão minha.
Onde sobra silêncio e
falta seu riso.
sonia delsin
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