quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013



SOLIDÃO

Quando o vento agita as cortinas...
Agarro as cobertas.
É tanta solidão.
Me chega a lembrança de sua mão.
Meu bem, as suas mãos operavam milagres em meu ser.
Afastavam o sofrer.

Se hoje vivo de lembranças.
Se morreram todas as esperanças...

Pensar que tudo se foi.
Uma a uma as esperanças me deixaram.
Foram-se como uma fila indiana em direção a nada.

Vi você se afastando. Indo, indo.
Partindo.

Me vi tão sozinha.
Numa vida tão minha.
Onde sobra silêncio e falta seu riso.

sonia delsin 

Nenhum comentário:

Postar um comentário