quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013




LENÇOL AZUL

Sobre esse lençol meu corpo branco era um contraste bonito.
Eu o guardo agora.
Tenho pena de usar.
Ele assistiu tantas vezes o nosso amar.
Nos entregávamos inteiros.
Tempo bom aquele.
Nossa!
Arrepio quando começo a lembrar.
Sua boca a me procurar.
Suas mãos correndo na minha pele macia.
Aquele era um tempo de alegria.
Minha mão andava, corria...
No lençol ficaram as marcas do nosso amor.
Todas.
Estão impregnadas.
O lençol eu guardo, meu amado.
Quem sabe se um dia ainda ele nos verá de novo a nos entregar.
Nesta vida que tantas voltas dá quem alguma coisa consegue assegurar?
Só sei que nos amamos sobre este lençol azul.
E todas as marcas ficaram.

sonia delsin 

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