quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013




SENSIBILIDADE À FLOR DA PELE

Ela chora e ri.
Como sorri!
Gostosamente chega a gargalhar.
Com a mesma facilidade que pode chorar.
De seus olhos as lágrimas rolam...

À beira de um rio a mulher caminha.
Seu olhar que nada perde acompanha o movimento das águas.
Os sonhos da vida...

Ergue os olhos para observar os pássaros, a natureza, o céu azul...

Diante do mar... ela caminha descalça na areia.
Esvazia-se de si mesma e se torna uma gaivota.
É tão descrente... e tão devota.

Seus tempos estão soltos no mundo.
Nas cachoeiras, na floresta.
Nos pássaros que nos galhos fazem festa.

Eis uma mulher... uma poetisa.
Sensibilidade à flor da pele.
Seus tempos são todos feitos de lágrimas, risos e palavras.
Palavras que os ventos carregam para o pote de ouro da ponta do arco-íris.

A mulher que alcança outros mundos em poucos segundos.
E neste viajar, neste sonhar, vive a poetar.
Quer o mundo mais bonito deixar.

sonia delsin 

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