SENSIBILIDADE À FLOR
DA PELE
Ela chora e ri.
Como sorri!
Gostosamente chega a
gargalhar.
Com a mesma
facilidade que pode chorar.
De seus olhos as
lágrimas rolam...
À beira de um rio a
mulher caminha.
Seu olhar que nada
perde acompanha o movimento das águas.
Os sonhos da vida...
Ergue os olhos para
observar os pássaros, a natureza, o céu azul...
Diante do mar... ela
caminha descalça na areia.
Esvazia-se de si
mesma e se torna uma gaivota.
É tão descrente... e
tão devota.
Seus tempos estão
soltos no mundo.
Nas cachoeiras, na
floresta.
Nos pássaros que nos
galhos fazem festa.
Eis uma mulher... uma
poetisa.
Sensibilidade à flor
da pele.
Seus tempos são todos
feitos de lágrimas, risos e palavras.
Palavras que os
ventos carregam para o pote de ouro da ponta do arco-íris.
A mulher que alcança
outros mundos em poucos segundos.
E neste viajar, neste
sonhar, vive a poetar.
Quer o mundo mais
bonito deixar.
sonia delsin
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