MAR REVOLTO
Mar revolto.
Meu corpo solto.
Vou me afogar.
Eu sei nadar.
Mas não nestas águas revoltas assim.
Estou indo embora.
Do mundo, de mim...
Mar revolto.
Corpo solto.
Onde vou chegar?
Quem estará a me esperar?
Quero me agarrar nos cabelos das águas...
Mas eles conseguem me escapar.
Tudo consegue me fugir.
É um ir, um ir...
Estranho.
Estou indo e algumas lembranças começar a me chegar.
E numa velocidade de espantar.
Começa tudo a vir, a primeira idade.
A mocidade, a maturidade...
Reencontro pessoas de todos os tempos...
Agora eu vejo que em mim sempre moraram.
Nunca me deixaram.
sonia delsin

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