quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013




RIO DE SANGUE

Corria um rio de sangue.
Corria uma lágrima quente.
Corria um tempo diferente.
Era a falta da alegria.
Era o mal de todo dia.
Rio de sangue a correr.
Sofrer.
No leito do rio pedras pontiagudas.
Pessoas mudas.
Desnudas.
Rio de sangue.
Tempo de sofrimento.
Tormento.
No desfiladeiro rio sufocado.
Tempo estagnado.
Mas por fim o alívio.
O desmembramento.
Outro movimento.
Vida, vento.
Paz... cata-vento.

sonia delsin

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